20.6.10

E a "Andro" q tá "chegando" ah ah ah...

Meu amigo... gostaria de saber se de mês em mês o homem sofre com os efeitos da "TPM" masculina de verdade! Esse mês as minhas TPM's acumuladas chegaram todas de vez e cá estou doido pra matar Xuxete de tapa feito macaco...
Férias pelo amor de Deus... é o que peço!

Meu violão reclama meu abandono, minha sandália Havaiana preta e pequena reclama não ser mais usada... o Caçari nunca mais me viu, muito menos o lindo Rio Branco e cheio... FÉRIAS, VENHA LOGO!

A UERR que é good, nóis num termina! Já dava pra eu ser doutor... porqueira...

E fica no ar a velha e querida indagação: larga a porra estressante e se dedica à UERR e termina essa cabaça dessa universidade pública, gratuita, de qualidade e mentirosa ou ganha dinheiro e não se forma nunca e atura abuso de FDP's? An?? Adivinha?

É, caros TELESPEC... é muito provável que após o SJ Teacher Wlad dê um time de OBJ e fique só nos cursinhos da vida... e na linda UERR a fim de que o curso de Fisiquinha Linda enfim, me dê meu diploma tão merecido e suado... ¬¬ um pedaço vai pro Rafael pq ele me deu cola nas disciplinas do Jammil tudo! wahawhawhwahawhwa (SEGREDO REVELADO).

Saudades dos meus Amigos Ilheenses, saudades de dormir muito, saudades de sorrir mais!

Stress, porra!

8.2.10

Projeto RONDON, lição de VIDA e de CIDADANIA.

Em meio a lágrimas de tristeza e alegria, nos despedimos do Projeto Rondon. Tristeza em deixar nossos companheiros, em nos separarmos fisicamente. Alegria em tê-los conhecido. Em saber que eles existem, que é REAL. Falamos com o coração sobre quase tudo que havia se passado nesse pequeno intervalo de tempo em que estivemos juntos. Pequeno, intenso e por que não insuficiente? Aprendemos a AMAR sorrisos, RESPEITAR diferenças, SENTIR falta, CHORAR a saudade. Que bom ser Rondonista. Que bom conhecer Matheus, Mireli, Mara, Pri, Polly, Leia, Denardin, Carla (de Santa Catarina) e Karlysson, Ismael, Raimunda, Leile, Leide (de Boa Vista). Que bom aprender com Thiago e Rodrigo. Que bom conhecer José Eduardo, o Anjo de Montividiu. Que bom conhecer o Jr, o Adão, o Magrão e tantos outros Secretários do Município de Montividiu que nos apoiaram em nossas ações e na hora do trabalho se fizeram presente, seja como mão-de-obra na lavagem da ponte, como motorista na coleta de lixo, como parceiro no cinema, nas palestras. Obrigado Montividiu pela dedicação. Que bom almoçar e jantar no PETI com a comida apimentada do Goiás, das meninas do PETI. Que bom saber do sorriso do Sr. Domingos da portaria da Prefeitura, da alegria das dedicadas profissionais da Prefeitura. De coração, Montividiu, que bom viver vocês!

Discurso de despedida. Jataí/GO, 7 de fevereiro de 2010. Primeira EQUIPE a falar no encerramento da Operação Rondon Centro-Nordeste 2010:

Ajudar, ser útil, servir. Ver em cada rosto o sorriso sincero e o brilho de agradecimento no olhar. Ver na dificuldade alheia um problema nosso, muitas vezes com soluções simples, bastando força de vontade. Mas o que é o Rondon?

Antes de virmos para Goiás, o professor Thiago nos disse que o Rondon iria mudar a vida de muita gente. De certa forma sabíamos que nossos corações seriam modificados, mas não que eles iriam sangrar, sorrir, chorar e serem muitas vezes frustrados por não ocorrer aquilo que desejávamos. Todos que têm a oportunidade de aqui estar se modificam internamente, sempre para melhor.

Aqui pudemos conhecer novas pessoas de culturas totalmente diferentes das nossas, pessoas de “outros Brasis”, alegria tão brasileira quanto as do Extremo Norte, mesmo estando tão ao Sul.

O nome Montividiu vem de uma história em que havia um monte que o rio dividiu, mas com os nossos grupos a história foi outra! Houve fatos, momentos reais em que os grupos poderiam ter, como diria a história de Montividiu, se dividido, mas a proposta do Rondon em sermos uma equipe correu no rio das nossas veias e incorporamos a vivência da palavra EQUIPE.

No ápice da euforia causada pelas novas amizades, fomos abalados por uma tragédia que resultou na morte de várias crianças, de todos os sorrisos de Montividiu. A cidade inteira, pega de surpresa, pára, se abala e chora seus mortos. E nós Rondonistas nos despedimos de maneira grata e sincera do grande companheiro professor Thiago, que marcou nossas vidas com seu sorriso sincero.

E nesse instante, os dois grupos de Rondonistas que já haviam se tornado equipe, se tornaram uma família. Família essa com um objetivo de vida: ajudar os parentes das vítimas nesse momento tão difícil. Com a sabedoria qe a experiência proporciona, o Vial nos deu a oportunidade de continuarmos em Montividiu e mudamos completamente o foco das nossas atividades.

Conseguimos realizar sorrisos, brilhos nos olhos e levar para eles e para os nossos corações muita esperança em voltar às nossas casas com grandes e novos amigos e amores e muitas, mas muitas modificações, nem melhores nem piores, apenas modificações, formas de ver e de sentir essas novas subjetivações que agora fazem parte de cada um de nós.

Subjetivações essas que se tornaram possíveis apenas a partir do momento em que abrimos nossos corações para sorrir, chorar, sentir, sentimentos esses proporcionados por VIVER RONDON!

26.3.08

A Fábula da Goiaba

Tomando como exemplo o tio Otávio, que observa a natureza para nos repassar os conhecimentos adquiridos, ontem estava eu com meus irmãos na casa do nosso irmão mais velho, quando o mais novo de 7 anos pediu para que eu pegasse uma goiaba pra ele. Eu perguntei pra ele qual goiaba ele gostaria que eu pegasse e ele apontou pra uma que estava muito alta, eu precisaria subir na goiabeira pra pegá-la. Quando observei, ao lado da cabeça dele, na altura dele exatamente, tinha uma goiaba igual àquela que ele havia me pedido pra pegar. Nesse momento, veio à cabeça a seguinte frase: às vezes desejamos algo que parece estar tão longe, quando na verdade pode estar ao alcance das nossas mãos! Em especial nós DeMolays às vezes parecemos uma criança de 7 anos, quando procuramos no horizonte, no inalcançável, uma maneira de sermos melhores e esquecemos que temos ao alcance das nossas mãos os ensinamentos de nossa Ordem que, se seguidos, nos tornarão modelos a serem seguidos em todos os setores da nossa sociedade e aí sim seremos dignos dos elogios de todos os homens de bem.

10.2.08

Amor, ou seja, dedicação!

Ontem acordei com dois Irmãos DeMolays vindo aqui em casa pra acertarmos os últimos preparativos para a posse de um deles como Mestre Conselheiro do Capítulo Boa Vista.
Sem comer direito, fui pra Maçonaria com eles arrumar o salão de festas para o jantar de mais tarde...
Enquanto varríamos aquele espaçoso salão, andei pensando que há quase 11 anos atrás eu ingressava nessa Ordem sem saber direito o que ela era e eu não tinha idéia do que ela viria a se transformar na minha vida...
Nos primeiros meses de Capítulo Boa Vista, passei a me interessar pela Ordem, ler livros, notícias na internet, conversar com Irmãos de fora pelo velho e querido mIRC, tudo para saber um pouco mais sobre o que é a Ordem DeMolay. Vi fotos de DeMolays realizando campanhas beneficentes, muita filantropia, muitos sorrisos em ajudar.
Com o passar do tempo, esse sentimento foi crescendo em mim e por muitas vezes me vi realizando trabalhos que, aos olhos de muitos, não me pertenciam, como lavar o salão de festas e a Sala Capitular no dia de Iniciação, dia dos Pais, dia das Mães, etc. E eu fazia tudo sem reclamar, cheguei até a levar um grande "puxão de orelhas" de um tio Maçom porque deixamos pratos sujos na pia, sendo que o próprio Segundo Conselheiro lá estava e nada foi criticado e eu era um DeMolay ATIVO de 14 anos. Mesmo com esses contratempos, mantive-me com o crescente sentimento dentro de mim.
Começamos os trabalhos em Boa Vista com a saudosa e perfeita campanha anti-drogas com divulgação e todo o Estado. Paramos a Capital numa carreata contra as drogas, carros com vidros pintados com nossos vários slogans e pessoas nas ruas com os "nozinhos" (símbolos), faixas na cabeça e camisetas da campanha. Ali criamos grandes amigos que até hoje fazem parte das nossas vidas. Ali vimos um saudoso DeMolay grau Iniciático tomar a frente da Campanha no carro de som e se destacar dentre todos os Irmãos, o eterno Tiago Hirt.
Cada vez que fazíamos novos trabalhos filantrópicos, mais eu gostava de ser DeMolay, mais eu pensava em dar sangue pela Causa da Ordem, mais eu contava os dias que faltavam para eu não ser mais DeMolay ativo e me tornar Sênior e ficava triste com isso, pois achava que Sênior não era mais DeMolay. Grande engano.
Passei, queridos amigos, a amar a Ordem DeMolay e a me dedicar a ela. Lá aprendi a ser líder, a tomar iniciativas, a respeitar meus pais e irmãos, a dar valor à família, às religiões diversas que existem no mundo, a amar e respeitar meu País, a ser cavalheiro com as mulheres e respeitá-las.
Hoje sei com mais certeza do que nunca o porque de estar lá varrendo o salão de festas, mesmo agora não sendo um DeMolay ativo de 14 anos e sim um Sênior DeMolay de 25 anos (idade na qual muitos Irmãos acham que nada mais podem fazer à Ordem). Sei, queridos amigos, o motivo dessa dedicação que completa mês que vem 11 anos: é o Amor à Ordem DeMolay.
Esse Amor que me faz ser melhor a cada dia, a cada erro, a cada acerto.
Cada conselho que dou aos mais novos, sigo.
Cada acerto que eles realizam, dou os parabéns.
Cada campanha filantrópica que eles organizam, me sinto orgulhoso de ser um deles.
É bom ser DeMolay e saber que através dessa Organização de jovens podemos melhorar o mundo.
Hoje sou um Sênior tal qual o beija flor que de gota em gota tentava apagar o fogo da floresta, e quando questionado sobre a loucura que estava praticando, apenas respondia: estou fazendo a minha parte!

30.10.07

Cá estou eu de volta à Terra de Makunaima

É queridos amigos... por essa nem eu esperava! Estou de volta a Roraima e nesse pouco tempo de retorno já fiz coisas que estava com saudades: tomei Baré, comi pirulin com frescolita ahawhawhwawahwa, tomei Tuchawa, omi paçoca no 100, fui pra Venezuela, tomei banho no Caçari wahawhawhawhwah. Só coisas que uma boa minhoca também faria no meu lugar.

Sinto falta dos meus amigos de Ilhéus, sem dúvida, mas logo logo tou lá de novo passeando e curtindo a companhia deles.

Boa Vista tá diferente de quando parti... mais arrumada, mais limpa, maior, muitos bairros novos.

O bairro e a casa em que eu morava estão feios demais, arece bairro fantasma, abandonado... chega dá um aperto quando passo por aquela rua.

Minha nova casa é muito bacana, quando chove a gente fica ilhado porque alaga geral... ninguém merece não awhawhawhwahwahw

Aprendi a andar de moto e a mamãe me faz de motoboy quase sempre (só falta tirar a carteira) hehehe.

A DeMolay daqui tá diferente também. Novas caras, muita gente com vontade de trabalhar e outros não... só que ainda não me entreguei 100% aqui como eu estava em Ilhéus. Mas ainda estou me adaptando à nova vida, aos novos amigos. As FDJ daqui são patocinadas por outra loja, aí nem temos o contato que eu tinha em IOS... ô saudade das Flores da Vigilância!

Estou dando aula na mesma escola que fiz o 1° e o 2° ano (Ayrton Senna) e tive sorte de ter turmas tão boas com pessoas tão gente fina comigo. Alunos que estão sendo verdadeiros amigos. Isso é bom demais mulek!

Fora a saudade, a vida anda boa...

ô Bahia... Bahia que não me sai do pensamento...

1.6.07

Terra Vermelha

Cá estava eu na tranquilidade do meu estágio quando entra no MSN o Cabeção. Lá vem ele pedindo pra eu ir a Fortaleza e encontrar com ele no feriado de Corpus Christi (ele ia lá ver a Pâmela hehehehe). Fui ver na "voegol" o preço das passagens promocionais e o que encontro? Ilhéus-Brasília R$ 50,00... aí pensei: por que compar? por que não comprar? por que compar? por que não comprar? por que compar? por que não comprar? Comprei-a-a! hahahahahaha (claro, com a ajuda do Johnnys e seu cartão de crédito). E lá fomos nós à BSB. Você deve estar se perguntando: trocar Fortal por BSB? Tá doido, magrim? E eu te respondo: nããão!!!! Tá certo que não conheço Fortal ainda, mas tinha grande curiosidade de conhecer Brasília, porque quero fazer pós na UNB e tal...
Sim, prosseguindo: empolgação e nervosismo tomam conta antes da viagem... chepei a chefe e ela me liberou do estágio. E lá fomos nós... o avião saculejando... me sentia na montanha Russa. Chegando lá ao anoitecer, fiquei que nem criança olhando pela janela do avião e não era pra pegar mais vento! Era pra ver o "Plano Piloto"... inclusive comecei a rir sozinho querendo dizer assim pro piloto: vai devagar que quero ver o plano, piloto! Ahhh ha ha essa foi podre! Resultado: não vi porra nenhuma, acho que só a Asa Norte (onde a mamãe* mora) e o avião cada vez mais ia pra longe de lá. Pensei cá comigo: a Pâmela tá lascada! Vai andar pra cacete pra me buscar lá haahahhah.
Cheguei, o friozinho não era insuportável conforme eu esperava. A temperatura era agradável e eu não sentia mal com a dita cuja (milagre! Com tanto osso sobrando o normal é o frio pegar!).
Fui pra casa da mamãe, revi todos que há tempos não via. No dia seguinte dei umas voltas com o Gabriel e vi o quanto a terra de BSB é vermelha, que nem na minisérie Jota Cá. E que nem eu tinha visto no GOOGLE EARTH wahwahwahwahwahwahawhawh.
Gostei muito de lá e espero voltar logo. Conheci lugares massa, revi amigos de infância, tomei colca-cola e comi muita besteira awhawhwahwahawhawh.
Me diverti muito com o Cabeção e com a Buxexa (que apareceu depois na doida... sem programar nada awhwahawhawhaw).
No penúltimo dia, fomos ao boliche e adivinha... caí na pista wahawhawhawhawhwaha muito linda minha queda! Pouco menos engraçado foi o Gabriel soltando a bola para trás sem querer... ainda bem que não matou ninguém. Fiquei em 3º na 1ª rodada e em 2º na 2º rodada... Se tivesse mais uma...

Mas ainda volto a BSB... e dessa vez eu coloco dentro da garrafa um pouco de terra vermelha pra matar a saudade!

29.1.07

Flanelismo é coação!

"As palavras entre aspas serão traduzidas no final do texto."

Estava eu levando para o centro da cidade a minha namorada com sua prima e duas amigas (que vieram a Ilhéus fazer vestibular) para comprar os tão famosos chocolates de Ilhéus quando resolvi parar o carro ao lado do meio fio. Estacionei na maior tranquilidade (após fazer uma sequência de zig-zags até que o carro ficou no lugar certo) e ao descer do carro um "flanelista" chegou na maior das ignorâncias dizendo: CHEGA O CARRO MAIS PRA FRENTE AÍ, "BARÃO"! (sendo que essas letras maiúsculas denotam o alto tom da voz do meliante).
Eu com toda a paciência que me é peculiar (sem ironia!) falei ao mesmo: aí tá bom!
Ele respondeu: CHEGA MAIS PRA FRENTE, "BARÃO"! QUEM MANDA AQUI SOU EU! "AGORA"... MOLEQUE TIRANDO ONDA. "Ó PÁ ISSO"... (falando com três pessoas encostadas num carro próximo).
Tornei a dizer que lá estava bom e o dito cujo com toda sua falta de simpatia do mundo veio dizendo: MULEQUE TIRANDO ONDA... VAI MAIS PRA FRENTE! SE QUISER CHAMA O GUARDA! EU TRABALHO AQUI HÁ MAIS DE VINTE ANOS E VOCÊ VEM QUERENDO MANDAR AQUI.
Minha namorada pediu para que eu entrasse no carro e fosse embora, pois ele poderia arranhar o carro dela...
Nas minhas "CNTP's", eu teria "curvado" sem arrumar confusão, mas por ironia do destino, enquanto me caminhava para a direção da Catedral, um policial atravessa a rua na minha frente. Parei o carro, buzinei e chamei-o, ralatando o acontecido. O guarda pediu para que eu estacionasse o carro e fosse lá com ele "cobrar comédia" (essa gíria baiana fica por minha conta, o guarda não disse isso).
Pedi para que as meninas ficassem pra trás enquanto eu iria lá com o policial, o que foi desobedecido de prontidão, pois meu estado de alteração e inddignação com aquela "filhadaputisse" era visível.
Assim que o meliante me viu ao lado do policial, seus batimentos cardíacos de fizeram ouvir à distância (alopração do cacete... essa foi digna do Walter). Assim que ele me olhou, falei assim: e agora? Tá aqui o policial... você não mandou chamar o guarda!? Tá aqui ele agora... pode falar que você manda aqui!
O cidadão (sim ou não?) ficou branco! No que respondeu: não, seu guarda, a gente é responsável por manter a ordem aqui no trânsito (obs.: essa não é a função do guarda? Putz... será que o meliante era policial também? Agora já era!).
O policial disse a ele que ele era errado de estar trabalhando no "flanelismo" (eu que inventei essa palavra, o guarda não falou isso também) e que no meio dele tinha muito bandido.
Ele disse que era pai de família, que tinha família pra cuidar, no que eu em toda minha raiva daquela situação respondi: EU TAMBÉM TENHO FAMÍLIA, TRABALHO E AJUDO NAS DESPESAS DA CASA! EU NÃO SOU MOLEQUE COMO VOCÊ DISSE NÃO! EU TENHO CARTEIRA DE MOTORISTA (disse isso abrindo a carteira e colocando "entre o foco e o vértice" do seu olho)! NÃO SOU FILINHO DE PAPAI NÃO, RAPAZ!
Ele disse assim: o Dirceu do DETRAN...
Antes dele terminar eu disse: pra começar o nome dele é ******, ele é pai do ***** que é meu amigo e ele não dá autorização pra ninguém ficar mandando nos motoristas não! A rua é pública, meu amigo! (nisso eu já tava puto!)
O policial concordou comigo, repetindo quase tudo que eu disse.
O cara pediu desculpas e eu falei que não era questão de pedir desculpas, que ele não tinha o direito de falar assim com ninguém, e que nenhum turista tratado dessa maneira volta pra essa merda de cidade, isso por causa de gente como ele.
Em resumo, gritei com o "flanelista" demonstrando toda minha indignação no modo como ele procedeu ao me abordar, sendo que sempre que passava algum grupo de pessoas perto olhando a cena eu falava mais alto ainda, pra todo mundo ouvir e tomar cuidado com gente desse tipo.
O policial seguiu seu rumo e eu fui comprar chocolate, onde fomos pessimamente atendidos, onde a moça do caixa desligou a maquininha de passar cartão de crédito, perdendo aproximadamente uns R$ 50,00 que as meninas iriam gastar só de chocolate.

É, queridos leitores, nossa cidade é muito bonita, muito boa de se morar, mas em algumas barracas de praia, no verão em especial, somos obrigados a pagar R$ 2,00 numa água de côco quente, quando normalmente pagávamos R$ 1,00. Somos forçados a pagar R$ 5,00 por 3 queijos daqueles que eles vendem nas praias quando pagávamos R$ 1,00 por cada, de tamanho dobrado (sendo que no primeiro relato, paguei R$ 1,70 e neste último o R$ 1,00 mesmo por cada). O péssimo atendimento nos estabelecimentos é outra marca registrada da nossa cidade. Mas a principal marca que nos deixa pensar sete vezes antes de nos sentir bem morando aqui é a coação praticada pelos "flanelistas", que é profissão, isenta de impostos e cujo salário é diretamente proporcional ao medo causado no patrão ao entrar no carro e receber alguns socos no vidro pedindo "BOTA UM TROCADO AÍ, BARÃO!"

Traduções:

Flanelista: geralmente pessoa mal encarada que ao ver você saindo de dentro de um carro num estacionamento público já vem gritando: PODE DEIXAR QUE EU TOU DE OLHO! E ao ver você entrando no carro pra ir embora, dá socos no vidro do carro e pede pra "botar um trocado". Falanelismo é a profissão do flanelista.
Barão: gíria baiana que assemelha-se a "amigo", "meu patrão", "brother".
Agora: gíria baiana que assemelha-se ao "era só o que faltava".
Ó pá isso: olha pra isso.
CNTP's: condições nomais de temperatura e pressão, ou seja, se eu estivesse tranquilo.
Curvado: ido embora.
Cobrar comédia: tirar satisfação.
Filhadaputisse: coisa de filho da puta.
Walter: meu irmão que aumenta um pouco as histórias que ele conta.
Sim ou não?: gíria mais usada entre os membros do GEEF (www.geefisica.com).
Entre o foco e o vértice: objeto tão perto do olho que se o mesmo fosse um espelho esférico côncavo, a imagem formada passaria a ser virtual, direita e maior do que o objeto (coisas de físico).
Bota um trocado aí, barão: me dá dinheiro logo, cara, antes que eu fique puto!

19.1.07

E os médicos de Ilhéus?

Cadê os ditos cujos, mulek? Estava eu chegando na minha casa ontem quando minha mãe me liga desesperada para eu ir na casa da vizinha porque ela estava passando mal. Gritei por ela no muro e ela apareceu. Perguntei o que ela tinha e ela disse que estava sentindo uma dor no peito e não conseguia respirar direito. Com todos os meus conhecimentos médicos, eu disse logo: são gases! Peida que passa! Ela riu e eu falei que ia levá-la no hospital. Antes disso ela já tinha ido no posto de saúde do nosso bairro e adivinha? Não tinha médico! Nos mandamos pro hospital regional, o que o Paulo Souto (ex governador da Bahia) inaugurou a UTI com queima de fogos e as porra. Chegando lá, mais parecia uma visão umbralina do que qualquer outra coisa: era mulher com filha no colo gritando, querendo ser atendida; era mulher com filha no colo com a carinha de "já morreu" (como diz o Ivo), era uma senhora com o pé amputado numa cadeira de rodas andando pra lá e pra cá, era gente como a porra e os médicos? Adivinha? Ausentes! Os atendentes chegavam pras pessoas: "você está sentindo o que? Ah... espera aí que daqui a pouco o médico chega! Só tem um cirurgião aí e ele está fazendo cirurgia". Nos mandamos para outro hospital, no qual das únicas três vezes que fui lá não fui bem antendido: COCI, no malhado. Lá chegando, me deparei com um enfermeiro simpático aos extremos, muito atencioso, que nos informou o que houve com os médicos de Ilhéus: "os médicos da cidade estão desde de tarde em reunião com o pessoal do INSS, só chegam aqui lá pras 8, 9 horas (da noite)...". Isso era umas 7 da noite. Ela disse pra ele o que estava sentindo, ele mediu a pressão dela e disse que estava tudo bem, pra ela tomar um banho frio, tomar um chá e descançar.

Antes tomar um chá em casa e descançar do que tomar um chá de espera e morrer na fila do SUS.

Uma amiga dessa minha vizinha veio da França passar o verão aqui e disse que a mãe dela passou mal lá e foi atendida como se fosse a pessoa mais rica da França, isso pelo SUS de lá.

A saúde no Brasil está uma merda, parente! Ninguém pode ficar doente se não os médicos (quando achados) perguntam:
- O que você está sentindo?
- Ah, doutor... é diarréia e vômito!
- Virose... taca soro na veia desse infeliz e manda ele tomar esses antibióticos aqui.

Se for dengue, mulek... tu já era!

Por isso que brasileiro é um povo feliz! Povo que não vai ao médico. Não por estar saudável, mas por medo de morrer na fila, esperando... ainda bem somos brasileiros mesmo: nos auto medicamos!

Traduções:

* visão umbralina = visão do inferno, coisa feia de se ver.
* já morreu (como diz o Ivo) = cara de já morreu é uma cara de defunto mesmo, cara pálida, cara de acabado. Ivo é um amigo meu que fala isso direto awhawhawhaw.

18.1.07

Apresentações e outras cositas más

Fala galera! Tudo bacana? Meu nome é Wladimir. Vamos nessa!

"Que merda! O Cálculo 3 me pegou outra vez!"

Pela terceira vez estou no Cálculo III... que porcaria de matéria é essa? Eu não aguento mais ver aquelas séries e sequências, saber quando converge, quando diverge! Meu pensamento é que está divergindo! Tou quase pra endoidar nessa cabaça choca! Rapaz, e eu que pensei que estava tudo bem, até que essa merda desse CIII surgiu na minha vida e cataploft, parente! Como diria nosso prof.º francês: Lê bichê peguê! É mulek, agora é esperar completar 2 anos de CIII... sabe o que é isso? Dois anos = 4 semestres! Daqui a pouco acrescentarei entre os meus o sonho de dar aulas de CIII na UESC! É só esperar... o resultado ainda não saiu, mas... sabe como é né? Dia de prova, aluno que não sabe nada sai correndo, pula pela janela... de acorrrrdo?

Enquanto isso vou vivendo... mas o trauma de CIII tá tão grande que eu não consigo mais ver a letra ENE (n) que eu fico maluco... minha namorada mesmo se chama ThyaNNA... DOIS ENES! Sabe como é? Eu tou quase pra chegar na casa dela e falar: ThyaNNA... seu nome tem dois ENES! E ainda mais, ENE vezes ENE é igual a ENE AO QUADRADO! E de acordo com o CIII, ENE AO QUADRADO DIVERGE! Po... me deixa CIII, me esquece!

Traduções:

* cabaça choca = qualquer coisa que não se sabe o nome naquele determinado instante;
* Lê bichê peguê = francês errôneo cuja gíria inventei com a finalidade de falar "o bixo pegou".