Em meio a lágrimas de tristeza e alegria, nos despedimos do Projeto Rondon. Tristeza em deixar nossos companheiros, em nos separarmos fisicamente. Alegria em tê-los conhecido. Em saber que eles existem, que é REAL. Falamos com o coração sobre quase tudo que havia se passado nesse pequeno intervalo de tempo em que estivemos juntos. Pequeno, intenso e por que não insuficiente? Aprendemos a AMAR sorrisos, RESPEITAR diferenças, SENTIR falta, CHORAR a saudade. Que bom ser Rondonista. Que bom conhecer Matheus, Mireli, Mara, Pri, Polly, Leia, Denardin, Carla (de Santa Catarina) e Karlysson, Ismael, Raimunda, Leile, Leide (de Boa Vista). Que bom aprender com Thiago e Rodrigo. Que bom conhecer José Eduardo, o Anjo de Montividiu. Que bom conhecer o Jr, o Adão, o Magrão e tantos outros Secretários do Município de Montividiu que nos apoiaram em nossas ações e na hora do trabalho se fizeram presente, seja como mão-de-obra na lavagem da ponte, como motorista na coleta de lixo, como parceiro no cinema, nas palestras. Obrigado Montividiu pela dedicação. Que bom almoçar e jantar no PETI com a comida apimentada do Goiás, das meninas do PETI. Que bom saber do sorriso do Sr. Domingos da portaria da Prefeitura, da alegria das dedicadas profissionais da Prefeitura. De coração, Montividiu, que bom viver vocês!
Discurso de despedida. Jataí/GO, 7 de fevereiro de 2010. Primeira EQUIPE a falar no encerramento da Operação Rondon Centro-Nordeste 2010:
Ajudar, ser útil, servir. Ver em cada rosto o sorriso sincero e o brilho de agradecimento no olhar. Ver na dificuldade alheia um problema nosso, muitas vezes com soluções simples, bastando força de vontade. Mas o que é o Rondon?
Antes de virmos para Goiás, o professor Thiago nos disse que o Rondon iria mudar a vida de muita gente. De certa forma sabíamos que nossos corações seriam modificados, mas não que eles iriam sangrar, sorrir, chorar e serem muitas vezes frustrados por não ocorrer aquilo que desejávamos. Todos que têm a oportunidade de aqui estar se modificam internamente, sempre para melhor.
Aqui pudemos conhecer novas pessoas de culturas totalmente diferentes das nossas, pessoas de “outros Brasis”, alegria tão brasileira quanto as do Extremo Norte, mesmo estando tão ao Sul.
O nome Montividiu vem de uma história em que havia um monte que o rio dividiu, mas com os nossos grupos a história foi outra! Houve fatos, momentos reais em que os grupos poderiam ter, como diria a história de Montividiu, se dividido, mas a proposta do Rondon em sermos uma equipe correu no rio das nossas veias e incorporamos a vivência da palavra EQUIPE.
No ápice da euforia causada pelas novas amizades, fomos abalados por uma tragédia que resultou na morte de várias crianças, de todos os sorrisos de Montividiu. A cidade inteira, pega de surpresa, pára, se abala e chora seus mortos. E nós Rondonistas nos despedimos de maneira grata e sincera do grande companheiro professor Thiago, que marcou nossas vidas com seu sorriso sincero.
E nesse instante, os dois grupos de Rondonistas que já haviam se tornado equipe, se tornaram uma família. Família essa com um objetivo de vida: ajudar os parentes das vítimas nesse momento tão difícil. Com a sabedoria qe a experiência proporciona, o Vial nos deu a oportunidade de continuarmos em Montividiu e mudamos completamente o foco das nossas atividades.
Conseguimos realizar sorrisos, brilhos nos olhos e levar para eles e para os nossos corações muita esperança em voltar às nossas casas com grandes e novos amigos e amores e muitas, mas muitas modificações, nem melhores nem piores, apenas modificações, formas de ver e de sentir essas novas subjetivações que agora fazem parte de cada um de nós.
Subjetivações essas que se tornaram possíveis apenas a partir do momento em que abrimos nossos corações para sorrir, chorar, sentir, sentimentos esses proporcionados por VIVER RONDON!
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